O fundador

Rômulo Pelicier

Antes da Know-How, houve uma história que precisou ser reescrita.

Rômulo Pelicier em uma viagem

Quem sou hoje

Rômulo Carlos Santana Pelicier

Carioca, 29 anos, trabalho com licitações desde 1º de junho de 2016. Saí da Administração Pública em 2023 e, desde então, atuo do lado do fornecedor como especialista em licitações.

Sou fundador da ADDIRETA, voltada ao ensino de licitações; da ADDSIMP, software de soluções para licitantes; e da Know-How Representações.

Sou formado em Administração pela FAPAG (2024) e em Gestão Pública pela Dominus (2025). Atualmente curso Direito na UNIFASC, em Pindamonhangaba/SP.

Nas horas livres, gosto de viajar, conhecer pessoas e culturas diferentes, andar de moto e ir à praia.

Mais de 10 anosdedicados às licitações

Capítulo 01

O ambiente pode mudar até onde você acredita que pode chegar.

Nem toda mudança começa dentro da gente. Às vezes, primeiro é preciso mudar o que existe ao nosso redor.

Minha infância e adolescência não foram períodos fáceis. Quando você cresce em um ambiente no qual as pessoas já construíram uma imagem sobre quem você é, mudar pode ser muito mais difícil. Se você erra, aquilo confirma o que esperavam de você. Se melhora, nem sempre a mudança é reconhecida. Depois de algum tempo, você mesmo começa a acreditar naquela versão.

Aos 18 anos, eu morava com minha mãe na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, quando uma tia que vivia em Itatiaia/RJ me fez um convite:

“Venha para cá. Aqui você pode ter uma vida diferente.”

Eu fui. Não levei grandes planos, mas encontrei algo de que precisava muito: um lugar onde ninguém me conhecia.

Pessoas novas poderiam me conhecer pelo que eu faria dali para frente. Mudar de ambiente não resolveu a minha vida. Mas me deu espaço para começar a mudá-la.

Capítulo 02

Às vezes, uma oportunidade vale mais que dinheiro.

Em 2016, eu trabalhava em uma pequena empresa e recebia pouco mais de um salário mínimo. Não era um emprego ruim. O problema era outro: eu não conseguia enxergar para onde aquilo poderia me levar.

Por intermédio de uma amiga da minha tia, surgiu um estágio na área de compras da Administração Pública.

Bolsa + ajuda de custoR$ 270 por mês

Eu troquei pouco mais de R$ 1.000 por R$ 270. Olhando apenas para o dinheiro, não fazia sentido. Olhando para a oportunidade, foi uma das melhores decisões que tomei.

Capítulo 03

O investimento que ninguém precisava me pedir para fazer.

O estágio era de meio período. Nos primeiros meses, comecei a ganhar confiança e responsabilidades. Logo passei a ter autorização para permanecer também no outro período, acumulando horas para compensá-las posteriormente.

Só havia um problema: eu não queria compensá-las. Meu interesse não era recuperar aquelas horas. Era ganhar mais algumas — observando, perguntando e aprendendo.

Durante aqueles seis meses, aproveitei capacitações pelo CIEE e iniciei uma sequência de estudos na Escola de Contas e Gestão do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Compras públicas deixaram de ser apenas o lugar onde eu trabalhava. Eu estava me apaixonando por licitações.

Capítulo 04

Quando você encontra algo em que é bom, muda a maneira como enxerga a si mesmo.

Quanto mais eu estudava, mais responsabilidades recebia. Então aconteceu algo que tinha, para mim, um significado maior do que qualquer cargo: as pessoas começaram a me procurar para resolver problemas.

Processos e dúvidas chegavam até mim. Minha opinião passou a ser considerada. Eu estava me tornando uma referência naquilo que fazia.

Para alguém que chegou a Itatiaia sem enxergar muito valor em si mesmo, descobrir que seu conhecimento tinha valor para outras pessoas foi transformador.

As licitações me deram uma profissão. Mas, antes disso, ajudaram-me a descobrir que eu era capaz.

Capítulo 05

O resultado veio depois. A dedicação veio antes.

O estágio terminou, mas a carreira continuou. Nos anos seguintes, assumi responsabilidades cada vez maiores nas contratações públicas, atuando como Analista de Suprimentos, Gestor de Contratos, Pregoeiro e Diretor de Compras.

Meu crescimento nunca foi apenas sobre ocupar cargos. Eu gostava de entender processos, organizar o que estava desorganizado e transformar conhecimento em algo que outras pessoas pudessem utilizar.

Criei uma apostila para ensinar o sistema de gestão utilizado pelo setor. O material continuou sendo usado por anos. Também passei a ensinar outras pessoas.

Uma servidora recém-chegada por concurso havia ingressado como recepcionista. Convidei-a para trabalhar comigo na área de licitações e participei de sua formação. Anos depois, ela se tornou pregoeira.

Alguém havia me dado uma oportunidade quando eu precisava. Em algum momento, eu também comecei a poder fazer isso por outras pessoas.

Capítulo 06

Depois de aprender a comprar para o Governo, eu quis descobrir como era vender para ele.

Foram aproximadamente seis anos dentro da Administração Pública. Eu conhecia a licitação pelo lado de quem planejava, comprava, julgava, contratava e administrava contratos. Mas ainda faltava conhecer metade dessa história: o lado de quem vende.

A mudança começou de uma maneira que eu jamais teria planejado. Sofri um acidente de moto, quebrei a perna e fui obrigado a parar.

Com tempo para pensar, comecei a olhar de outro modo para o conhecimento acumulado. Eu sabia como o Governo comprava, conhecia os processos, as regras e as dificuldades. Mas nunca havia colocado esse conhecimento à prova do outro lado da mesa.

“E se, em vez de conduzir licitações para quem compra, eu começasse a participar delas para vender?”

A resposta mudaria novamente a direção da minha vida. Em 2022, começava uma nova história.

Nascia aKnow-How Representações.

E daqui em diante, a história deixa de ser apenas minha. Passa a ser a nossa.

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